O Brasil tem ao menos 15 mil startups em funcionamento hoje, e o setor de finanças é o segundo no ranking de criação de empresas inovadoras. Só fica atrás da área de educação, de acordo com o levantamento mais recente da Associação Brasileira de Startups. A transformação na maneira como o mundo financeiro se relaciona com as pessoas e os negócios digitais tem levado a um incremento cada vez maior nas parcerias dessas empresas, não só com os bancos, mas também com toda a cadeia do setor – de empresas de cartão de crédito a fundos de investimento.

Instituições financeiras privadas e públicas consolidam programas de aceleração, ampliam centros de inovação e abrem mais espaço para funcionários criarem soluções "dentro de casa" em suas iniciativas e projetos de intraempreendedorismo.

Com arquitetura moderna, ambientes abertos e espaços para eventos e lazer em suas "lajes" (também chamados "rooftops" ou "sky lounges"), parte dos prédios que abriga essas startups passou por reformas para atender um número maior de parceiros. É o caso do Cubo Itaú, que ocupa um edifício quatro vezes maior que o anterior e 14 andares, com áreas divididas em pisos duplos, onde atuam empresas parceiras em cinco setores: saúde (Dasa), educação (Kroton), varejo (BrMalls), financeiro (Itaú e Rede) e indústria (parceria ainda não definida). A proximidade das empresas permite conectar as startups que surgem com os respectivos segmentos no mercado.

Edu Bandelli
Cubo, do Itaú Unibanco

Resultado da parceria do banco e da Redpoint eventures (atuante investidor de risco originado do Silicon Valley, na Califórnia), em 2015, o Cubo se expandiu em agosto, com a adesão de empresas mantenedoras de cinco alas. A Kroton, um dos maiores grupos educacionais do país, que está na ala educação, pretende que os projetos e a aceleração de edtechs (startups voltadas para esse setor) também possam criar soluções tecnológicas adaptadas às necessidades do mercado de trabalho, para serem oferecidas a seus alunos, segundo informou Rodrigo Galindo, CEO da empresa.

Maior centro de empreendedorismo da América Latina, o Cubo já tem mais de 80 startups (no prédio antigo eram 55) e capacidade para comportar até 210, além das mais de 250 presentes na plataforma online Cubo Digital. Mais de 60 projetos e pilotos entre o banco e as startups residentes do espaço já foram iniciados, de acordo com Lineu Andrade, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, responsável pelo centro de conexão e inovação. "A aproximação entre as áreas do banco e as startups do Cubo traz um novo aculturamento, o que nos ajuda a repensar tanto a forma de fazer negócios quanto os processos internos."

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"APROXIMAMOS GRANDES EMPRESAS DAS STARTUPS E A PARCERIA ACONTECE QUANDO HÁ O ENTENDIMENTO DE QUE ISSO FAZ SENTIDO PARA AMBOS"

— Lineu Andrade, do Itaú Unibanco

O Itaú e as empresas mantenedoras optaram em não ter participação nas empresas residentes (são clientes e parceiros), ao contrário do que ocorre em outros bancos como Bradesco e Santander, que já adquiriram parte ou o controle de fintechs do setor. "Aproximamos grandes empresas das startups e a parceria acontece quando há o entendimento de que isso faz sentido para ambos", explica o executivo do Itaú Unibanco. "Quando uma grande empresa gosta ou é conquistada por uma solução, ela contrata a startup; dessa forma, o fomento está sendo feito e, consequentemente, nosso objetivo é atingido."

Nessa aproximação, vários modelos de negócios também surgiram: além dos cinco andares mantidos pelas cinco empresas parceiras, há espaços, como lounges e salas, patrocinados por 13 indústrias de diferentes segmentos – estas, sim, têm responsabilidade de contribuir para o fomento direto das startups do segmento em que atuam.

A Kludo é uma das startups residentes do Cubo, criada, segundo Daniel Sgambatti, um dos fundadores e CEO da empresa, a partir do objetivo de aproximar jovens do mercado de trabalho e reduzir a evasão universitária. Hoje, ela cria soluções para avaliar o perfil e desenvolver habilidades por meio de gamificação, o uso de jogos como ferramenta de aprendizagem. Com isso, espera-se melhorar o resultado das empresas, treinando profissionais, além de ajudar no processo de recrutamento. Na lista de clientes já estão empresas dos setores financeiro (como o Itaú), farmacêutico, energia, serviços (contact center) e consultorias.

"Já treinamos mais de 20 mil pessoas, com mais de 13 mil horas na plataforma e redução de até mais de 20% no tempo necessário para treinar algumas operações em algumas empresas", diz Sgambatti. "Com os games, as pessoas se engajam mais e conseguem aprender mais em menos tempo."

Segmentos na mira


Por meio do inovaBra ventures, fundo de R$ 200 milhões para investir em participações em startups inovadoras, o Bradesco está de olho nas empresas que atuam principalmente como fintechs , healtechs (saúde) e insurtech (seguros), três segmentos considerados prioritários pelo grupo. O valor do investimento varia de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões por startup.

A Cuponeria é uma das fintechs que recebeu, em agosto, aporte do fundo. Além de participar do programa inovaBra startups, ela "mora" no centro de inovação do banco, o inovaBra habitat, um espaço com 22 mil m², em São Paulo. A exemplo do modelo de negócios com outras startups, o Bradesco tem participação minoritária na companhia. "O brasileiro ama cupom gratuito; mas faltava tecnologia no ponto de venda dos varejistas para validar esse cupom no momento da compra na boca do caixa", diz Thiago Brandão, CEO da startup. "Foi essa conexão de marcas com usuário, por meio dessa tecnologia, que conseguimos fazer."

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inovaBra Habitat: espaço de 22 mil m² tem 177 startups instaladas

O app da Cuponeria tem mais de um milhão de downloads, e a solução, 5 milhões de usuários – o site é, ainda, um canal importante para emitir os cupons, de supermercados a cinemas. Com o Bradesco, a ideia é testar benefícios a clientes do Next e do banco.

Das 177 startups instaladas no habitat, ao menos 10% já têm algum tipo de relacionamento com o banco, explica Fernando Freitas, diretor do Bradesco. O foco é aumentar a eficiência operacional da instituição e dar melhor experiência para o cliente. São empresas que atuam em áreas que vão de compras, análise de dados, CRM, jurídico, segurança corporativa e canais digitais a serviços financeiros. Já tiveram seus modelos validados e estão migrando para atuar com maior escala no mercado.

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Fernando Freitas, do Bradesco, diz que banco prioriza startups em seis eixos tecnológicos: blockchain, inteligência artificial, big data, internet das coisas, plataformas digitais e computação

"Priorizamos startups que trabalham em seis eixos tecnológicos, aqueles que acreditamos que vão alterar o cenário competitivo para qualquer setor da economia: blockchain, inteligência artificial (AI), big data, IoT (internet das coisas), plataformas digitais e computação cognitiva", diz o executivo do Bradesco.

Não à toa, a Semantix, empresa que fornece soluções de big data, data analytics, IoT e AI, e a R3, maior plataforma global de blockchain, também já receberam investimento do inovaBra ventures.

Ainda em dezembro, o Bradesco deve começar a testar uma solução de crédito para não correntistas, da EasyCrédito, startup que também está no centro de inovação. A ideia é usar novos modelos de avaliação, com dados obtidos em redes sociais e outras fontes para analisar o perfil de quem precisa do crédito. O piloto começa em São Paulo, com cerca de 1.500 pessoas.

Conexão


O Banco do Brasil intensificou parcerias e conexões com fintechs e startups desde que, em junho de 2017, abriu a primeira API de open banking (plataforma que possibilita a terceiros acessar partes importantes de um servidor e bancos de dados bancários para criar nova aplicação) do setor. A ContaAzul, startup que faz sistema de gestão online para micro e pequenas empresas, é uma das que, por meio da API, já conecta 4,3 mil clientes do BB à plataforma, para usar serviço de controle financeiro, vendas, estoque, além de emitir nota fiscal eletrônica. Desde o início da parceria com o banco em 2017, a empresa tem recebido um média de 100 mil chamadas por mês e realizou um total de mais de um milhão de conexões de extratos bancários que não precisaram ser baixados e conciliados manualmente.

Com a startup bxblue, a proposta é agilizar a contratação de crédito consignado de forma digital, comparando taxas para aposentados, pensionistas e funcionários públicos. A operação começou neste ano e o valor médio do empréstimo é de R$ 6 mil por cliente.

Em junho, o BB também lançou em parceria com a Farm, uma das mais experientes aceleradoras da América Latina, o programa Ahead Banco do Brasil. São 11 startups selecionadas para serem desenvolvidas, três delas escolhidas no Insight BB, programa para difundir a inovação entre funcionários. "Queremos favorecer a troca de experiências e trazer para dentro do banco a cultura das startups, com esse modelo de funcionamento mais ágil, além de soluções e negócios relacionados a temas diversos; de saúde e bem-estar a seguros, vendas e apoio comercial", diz Paula Mazanék, diretora de Negócios Digitais do BB.

O programa Ahead BB funciona em um andar na sede do banco de São Paulo, e a escolha do local teve o propósito de permitir que todos os funcionários pudessem acompanhar de perto como funciona o processo de aceleração de uma startup.

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"QUANDO VOCÊ ABRE OPORTUNIDADE PARA 98 MIL COLABORADORES PODEREM PARTICIPAR ATIVAMENTE DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES, UM MUNDO DE POSSIBILIDADES SE CRIA NO CONTEXTO DA INOVAÇÃO"

— Paula Mazanék, do Banco do Brasil

Intraempreendedorismo


Se da porta para fora as iniciativas são diversas nas instituições financeiras, da porta para dentro também avançam. Há dois anos, o BB montou o Laboratório Avançado Banco do Brasil (LABB) no Vale do Silício, nos EUA, e outro, em Brasília, para desenvolver projetos de funcionários, selecionados por meio do programa interno Pensa BB. Uma equipe com as habilidades necessárias para cada projeto faz as ideias acontecerem, após serem escolhidas internamente, explica a diretora do BB.

"O dono da ideia é o CEO da startup; tem o poder de contratar e pedir a demissão de alguém do projeto, caso essa pessoa não esteja correspondendo às expectativas", informa Paula Mazanék. "O que se traz para dentro do banco é uma experiência real; não é brincar de fazer startup." A empresa passa por todos os processos normais de uma startup – da fase da garagem (o desenvolvimento das ideias e da empresa) até a implementação da solução. "Quando você abre oportunidade para 98 mil colaboradores participarem ativamente do processo de desenvolvimento de soluções, um mundo de possibilidades se cria no contexto da inovação", diz a executiva.

O Agrobot, consultor virtual inteligente que recebe e analisa dados de uma produção, para entregar orientações "sob medida", foi uma das ideias desenvolvidas internamente no LABB. Surgiu do funcionário Guilherme Fonseca, da diretoria de Agronegócios. O robô auxilia o produtor rural no processo de tomada de decisão, ao combinar dados como localidade e tipo de cultura da produção, clima e experiência de mercado do BB, para ajudar no planejamento financeiro, na cotação de preços e na análise de linhas de crédito para custear o plantio. Das iniciativas de intraempreendedorismo realizadas pelo Santander, estão chegando ao mercado duas startups que nasceram "dentro de casa".

"Começamos há sete meses, do zero, para o desenvolvimento de duas empresas inovadoras, que são apartadas do banco, com tecnologia e marketing próprios e prontas para disputar mercado no segmento específico em que atuam", diz Fernando Carvalho Botelho de Miranda, diretor de Novos Negócios do Santander. As duas já empregam juntas cerca de 100 funcionários.

Uma delas é a Ben (batizada inicialmente de Ben Visa Vale), com foco no mercado de benefícios, como vale-alimentação. A outra é a Pi (do famoso número irracional, a mais antiga constante matemática conhecida), uma plataforma digital de investimentos que deve começar a operar em 2019, após a fase de testes ainda neste ano. Sem ligação com a Santander Corretora, a plataforma da Pi será aberta para não correntistas do banco e vai concorrer com as já existentes no segmento, como XP Investimentos e Easynvest, oferecendo produtos de renda fixa, fundos, entre outros.

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Startups apresentam serviços e produtos durante programa de aceleração da Visa

"O conceito é o de criar novos negócios coligados ao ecossistema Santander e mesclar a inovação externa de uma startup com a execução dentro de casa, em iniciativas de intraempreendedorismo", diz Miranda. "O apetite do banco para novos negócios e para o empreendedorismo com startups dos dois lados é muito grande."

Ações como o Radar Santander, programa de aceleração do banco em parceria com a Endeavor, caminham paralelas às iniciativas internas. Em 2019, com a terceira edição do programa, cinco startups vão receber a mentoria da instituição. A ideia é trazer negócios para o banco e conectar essas empresas a outras do mercado.

Com o Santander Innoventures, programa com um fundo de US$ 200 milhões gerenciado pelo grupo espanhol em Londres, o banco já investiu em 22 startups de diversos segmentos – meios de pagamento, crédito, inteligência artificial, blockchain etc – em países como EUA, Israel, Suécia e Brasil. Por aqui, o aporte foi destinado para a Creditas, fintech criada em 2012, que, por meio de uma plataforma digital, oferece crédito pessoal garantido por imóveis e veículos.

Há dois anos, o Santander comprou também a Superdigital, fintech de meios de pagamento para usuários que tem ou não conta em banco, com foco na inclusão financeira.

Criar negócios com impacto social e permitir a inclusão também é o tema do programa de inovação aberta da Caixa com a Artemisia, que busca empreendedores interessados em impulsionar negócios inovadores focados em educação financeira e serviços financeiros. Cinco startups selecionadas a cada edição do programa recebem mentoria das duas organizações, além de apoio financeiro de até R$ 200 mil, para validar as soluções por meio de projetos-piloto com o público-alvo do programa, como beneficiários de Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida.

A Caixa criou um programa corporativo de transformação digital, com ações que vão desde a criação de negócios digitais, incubando projetos que acelerem a transformação, até a parceria com startups e fintechs para novos produtos e serviços aos seus clientes. "Prospectamos o mercado e escolhemos as empresas que estão alinhadas à estratégia da Caixa de conexão com o ecossistema digital", diz Adriano Assis, diretor de Transformação Digital.

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"PROSPECTAMOS O MERCADO E ESCOLHEMOS AS EMPRESAS QUE ESTÃO ALINHADAS À ESTRATÉGIA DA CAIXA DE CONEXÃO COM O ECOSSISTEMA DIGITAL"

— Adriano Assis, diretor de Transformação Digital

As parcerias acontecem em áreas como crédito, meios de pagamentos, contas e seguros, e abrangem a incorporação de tecnologias como biometria, entre outras. Algumas delas estão em fase experimental, com contratos de confidencialidade, e por esta razão ainda não podem ser divulgadas – a expectativa é anunciar as novidades em 2019.

"O objetivo principal é alavancar alguns negócios do banco, apropriando-se da capacidade das empresas digitais em inovar e desenvolver estratégias agressivas de mercado somadas ao conhecimento do segmento financeiro de que dispomos", explica o executivo da Caixa.

Funcionários também podem participar de programas de inovação internos, concursos, hackatons e maratonas, desenvolvendo soluções bancárias para os clientes da Caixa e para a sociedade em geral. Entre as fintechs criadas dentro de casa, estão a Youse, uma seguradora 100% digital, e a Caixa Imóveis, para conceder crédito habitacional de forma digital.

Outras iniciativas


Na Visa, o programa de aceleração de startups faz parte da estratégia de inovação aberta da companhia, uma das líderes em pagamentos digitais no mundo. Em um espaço de coworking em São Paulo, a proposta é trabalhar com startups ainda em estágio iniciante (as chamadas Start) e com as estabelecidas no mercado (as Growth). As mais maduras completam o programa nos EUA, no Vale do Silício.

Na primeira edição do programa, em 2017, foram 27 empresas escolhidas e, neste ano, 28 nas duas categorias, com foco principal no setor financeiro. Um mapeamento feito a partir de dados de 230 startups inscritas no programa de aceleração deste ano mostrou que 78% delas faturaram menos de R$ 500 mil nos últimos 12 meses e somente 16,6% superaram a faixa de R$ 1 milhão.

Ainda de acordo com o estudo, somente uma em cada cinco fintechs brasileiras (22%) recebeu investimentos do tipo anjo ou de venture capital desde sua criação. "A Visa atua para fomentar o mercado de fintechs e conectar as startups aos diversos clientes, de credenciadoras, bancos a varejistas. Não fazemos investimentos financeiros, com equity", diz Erico Fileno, diretor-executivo de Inovação da Visa do Brasil. Os executivos da empresa são mentores do programa, que tem ainda apoio da consultoria Kyvo-GSVlabs no Brasil e no Vale do Silício.

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"A VISA ATUA PARA FOMENTAR O MERCADO DE FINTECHS E CONECTAR AS STARTUPS AOS DIVERSOS CLIENTES, DE CREDENCIADORAS, BANCOS A VAREJISTAS"

— Erico Fileno, da Visa

Algumas soluções e serviços baseados nelas já foram contratados pela companhia, em áreas como análise de dados para campanhas de marketing, entre outras parcerias com empresas que atuam no mercado financeiro. Entre os entraves apontados no mapeamento para o setor crescer, os empreendedores mencionaram cinco pontos principais: a regulação (maior obstáculo), a falta de capacidade de entendimento do mercado para inovações na área financeira (resistência a novas tecnologias e a serviços), a concorrência, o desenvolvimento próprio da startup e a burocracia das grandes empresas.

Em relação à distribuição geográfica, São Paulo concentra 55% das empresas, seguido por Rio de Janeiro (8%) e Rio Grande do Sul (7,2%). No que diz respeito às áreas de atuação das fintechs , a maior parte está focada em negócios B2B (53,7%) e nos segmentos de transações financeiras e pagamentos (13,6%), crédito (13,2%) e gestão financeira (11,5%).

Parcerias entre bancos, startups e fintechs

Conheça os programas desenvolvidos entre as startups e as instituições financeiras

ITAÚ UNIBANCO

Cubo Itaú : centro de empreendedorismo tecnológico em parceria com a Redpoint eventures; abriga mais de 80 startups e tem capacidade para comportar até 210 empresas, com 14 andares, área total de mais de 20 mil m² e piso duplo dedicado a eventos; tem auditório e salas com equipamentos de projeção

Edu Bandelli

Projetos: mais de 60 projetos e pilotos entre o banco e as startups residentes do Cubo já foram iniciados; as residentes pagam aluguel para cada posto de trabalho e as áreas de trabalho compartilhadas foram feitas em conjunto com a WeWork, plataforma global de espaços de trabalho

Áreas: cinco pisos duplos, divididos por cores e temas, em parceria com empresas para desenvolver os setores e estreitar contato com as startups estão na nova sede, na Vila Olímpia. São eles: Dasa, no Cubo Health (verde); Kroton, no Cubo Education (amarelo); brMalls (laranja), no Cubo Retail; Itaú e Rede, no Cubo Fintech (azul); e Cubo Industry (cinza), ainda em definição

Cubo Digital: plataforma digital com mais de 250 startups presentes, fornece benefícios e estratégias do centro do espaço físico para mais startups, residentes e membros

Cubo Corporate Venture: conecta grandes empresas e startups, por meio de eventos, discussões e troca de experiências

Intraempreendedorismo: o banco estimula ações de desenvolvimento de projetos e soluções. Alguns mais recentes foram o Teclado Itaú e o App Itaú Light

Como participar: cubo.network

BRADESCO

InovaBra Startups: programa de inovação aberta que busca novos modelos de negócio que podem ser aplicados ou adaptados aos produtos e aos serviços do banco

InovaBra Habitat: centro de inovação colaborativo com 22 mil m², espaços integrados e laboratórios para desenvolver ideias, protótipos e testes de conceitos; abriga startups, empresas, investidores, mentores e empreendedores para gerar novos negócios a partir de tecnologias disruptivas

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InovaBra Lab: laboratório unificado com 1.700 m², que centraliza 16 laboratórios nas áreas de tecnologia e negócio do banco para acelerar o desenvolvimento de inovações com parceiros de tecnologia, processo de homologação, espaços para experimentação, hackathons, eventos etc

InovaBra Polos: programa de inovação interna, com mais de 100 funcionários dedicados às áreas de negócios, para pensar e gerar soluções inovadoras; as equipes também colaboram com startups externas, que testam soluções com clientes no inovaBra startups. São seis polos: banco do futuro, canais digitais, seguros, meios de pagamento, produtos e back office

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InovaBra Ventures: é um fundo de investimento em participações, com recursos do grupo Bradesco, que realiza aportes diretos nas startups investidas; atualmente, o fundo possui R$ 200 milhões e o valor de investimento é de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões por startup que atua nos segmentos de fintech, healtech e insurtech

Fintechs e startups investidas: Semantix (área de algoritmo e Big Data), Cuponeria (plataforma com app que reúne cupons de descontos de diversos estabelecimentos), R3 (maior consórcio global de blockchain com 120 membros no mundo) e Rede Frete Fácil (contratação de fretes rodoviários) receberam investimentos do fundo do banco

Como participar: inovabra.com.br

BANCO DO BRASIL

Ahead Banco do Brasil: programa de aceleração em parceria com a Startup Farm, tem iniciativas para fintechs e startups desenvolverem seus negócios e ajudar a fomentar a rede desse setor, além de prover soluções para o banco e trabalharem em conjunto na criação de novas ideias

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Centro de empreendedorismo: espaço de coworking funciona na sede do banco em São Paulo, na avenida Paulista, com 11 startups selecionadas, que neste momento estão criando produtos e serviços em diferentes áreas, como saúde, educação, além de setor financeiro

Labbs de intraempreendedorismo: dois laboratórios de inovação foram criados pelo banco no Vale do Silício (Califórnia, EUA) e em Brasília, onde os funcionários da empresa têm estrutura para desenvolver suas ideias, com espaço físico e apoio metodológico para experimentar e validar novos produtos e serviços, e com executivos do banco, atuando como mentores de startups

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Pensa BB: programa interno que estimula os funcionários a criarem soluções inovadoras; faz parte de projeto de intraempreendedorismo, que conta ainda com o Action BB, evento que reúne profissionais para formar equipes, como analistas de negócios, designers, desenvolvedores e cientistas de dados para a identificação, entre outros profissionais

Insight BB: programa interno em que todos os funcionários podem inscrever projetos que serão avaliados por comissões, a partir de critérios de estratégia corporativa, relevância, viabilidade; três dos eleitos estão participando do programa de aceleração com a Startup Farm

Projetos executados: operação de Open Banking no Brasil estruturada em parceria com a ContaAzul, startup que oferece uma plataforma de gestão e controle financeiro para 4,3 mil clientes (micro e pequenas empresas); bxblue, para contratação de crédito consignado e o Agrobot (foto), consultor virtual inteligente para ajudar o produtor rural e oferecer insights de negócios relevantes

Como participar: startup.farm/aceleração

CAIXA

Programa de transformação digital: a estratégia é criar, em conjunto com as startups e fintechs , novos negócios digitais, e alavancar negócios, produtos e serviços já oferecidos por meio da integração do banco com plataformas digitais externas

Desafio de negócios de impacto social: programa de inovação aberta de impacto feito pela Caixa em parceria com a Artemisia; busca empreendedores interessados em impulsionar soluções e negócios inovadores focados em educação financeira e serviços financeiros

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Como funciona: 460 startups foram mapeadas, 15 selecionadas em uma primeira etapa e 5 delas com projetos inovadores e com mais potencial de impacto social no Brasil recebem mentoria das duas organizações, além de apoio financeiro (até R$ 200 mil) para validar as soluções por meio de pilotos com o público-alvo do programa (beneficiários do Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida)

Em fase experimental: projetos com empresas alinhadas à estratégia do banco de conexão com o mundo digital em temas como crédito, meios de pagamentos, contas, seguros, e incorporação de tecnologias, como biometria, estão em fase experimental; e, em 2019, serão lançados desafios de negócios em um programa amplo que será divulgado no próximo ano

Centro de empreendedorismo: a diretoria de transformação digital ocupa um andar da sede de Brasília para que equipes internas multidisciplinares atuem em linhas de negócio, com mais autonomia e visão inovadora

Intraempreendedorismo: por meio de equipes multidisciplinares, surgiu o app Caixa+ para mobile banking, além do Caixa Empresas, plataforma para gestão financeira de empresas

Programas de inovação interno: funcionários podem participar de programas de inovação internos, concursos, hackatons e maratonas, desenvolvendo soluções bancárias para os clientes do banco e para a sociedade em geral

Fintechs criadas: a Youse, uma seguradora 100% digital, e a Caixa Imóveis, para originar crédito habitacional de forma digital

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Como participar: artemisia.org.br/desafiocaixa/

SANTANDER

Radar Santander: programa feito em parceria com a Endeavor, que apoia o desenvolvimento de cinco empresas por ano, com objetivo de transformar a forma como o mundo financeiro se relaciona com as pessoas e negócios; em 2019, acontece o terceiro ano do programa que tem mentoria de executivos do banco

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Santander Innoventures: programa com fundo de capital de risco financeiro (CVC, Capital Venture Corporate) de US$ 200 milhões, gerenciado pelo grupo em Londres, para investir e participar de startups de vários segmentos no mundo todo; no Brasil, o fundo investiu na Creditas, fintech com uma plataforma digital de crédito garantido para imóveis e veículos

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Investimentos realizados: 22 empresas já receberam investimentos do Santander Innoventures, sendo 3 na área de meios de pagamento; 4 em crédito e investimentos; 6 em inteligência artificial; 2 em blockchain e uma em capital market. Por região, a maior concentração está nos EUA; 3 em Israel, uma na Suécia e uma no Brasil

Intraempreendedorismo: para estimular a criação de startups "dentro de casa", ideias e soluções de funcionários passam por um processo interno de curadoria, por meio da área de novos negócios; duas empresas devem ser apresentadas em breve ao mercado, a Ben, com foco na área de benefícios, e a PI, plataforma digital de investimentos

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Fintechs adquiridas: Superdigital, plataforma de meios de pagamento com R$ 3 bilhões em transações anuais, principalmente para as classes C, D e E.

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Como participar: santander.com.br/campanhas/radar