Nomeadas a partir dos termos em inglês "Finance", e "Technology", as FinTechs sugiram para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, logo após a grande crise financeira global, e começaram a chamar a atenção por suas estruturas enxutas e por oferecerem produtos e serviços personalizados, com redução de custos operacionais.

Com um leque de atuação amplo, que vai desde serviços e soluções de pagamentos, empréstimos e até gestão de investimentos, os bancos sempre acompanharam com interesse o desenvolvimento destas startups do setor financeiro, porque acreditam que inovações tecnológicas que possam trazer benefícios ao consumidor, mantendo a solidez e confiabilidade dos serviços, contribuem para a expansão e aumento da qualidade do setor.

No passado, boa parte das inovações financeiras era feita dentro dos próprios bancos. Hoje há um ambiente colaborativo entre as fintechs e as instituições financeiras. Temos inúmeros exemplos bem-sucedidos de parcerias com estas empresas, inclusive com a abertura de centros de empreendedorismo e inovação e a consolidação de programas de aceleração, além da recente abertura de espaço interno para que funcionários criem soluções "dentro de casa", o chamado intraempreendedorismo.

Na última edição de nossa revista neste ano, trazemos um panorama completo das parcerias entre as fintechs e os bancos brasileiros, com detalhes de todos os programas realizados pelas instituições financeiras.

Também consultamos profissionais de bancos e especialistas que revelaram quais serão as tecnologias que irão decolar nos bancos em 2019. Big data, analytics, blockchain, open banking e computação em nuvem lideram o ranking feito por nossa revista. São iniciativas que melhoram a experiência dos clientes e dão, ainda, maior eficiência operacional e mais oportunidades para novos modelos de negócio.

Outro destaque é uma reportagem sobre o cientista de dados, uma carreira com grande potencial de crescimento em diversas indústrias. De 2012 a 2017, o número de vagas para esses profissionais nos EUA aumentou 6,5 vezes, e já se configura como a segunda profissão com maior crescimento, atrás apenas do engenheiro de machine learning. No Brasil, o Guia Salarial 2018, da Consultoria Robert Half, revelou que o cientista de dados é um dos profissionais com melhores oportunidades na área de tecnologia.

Desejo a todos uma ótima leitura e boas festas!

,